Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita

Postado Por : Admin / As : 21:43
Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita Parte I



A família Pimenta resolveu fazer uma excursão para a cidade de Três Marias, para participar de um evento de pescaria. Estavam todos entretidos contando casos e comentando as expectativas para a viagem.
 Os quatro carros estavam seguindo a viagem tranquilamente, até a chuva começar a engrossar, atrapalhando o campo de visão de quem estava dirigindo.  No meio da estrada de terra encontraram uma casa com as luzes apagadas, estava aparentemente abandonada. Estacionaram os quatro carros em frente à casa, para conferir se de fato estava vazia.
Vanicélia bate na porta e pergunta - olá, tem alguém aí? Não obteve resposta.  
Todo o grupo se entreolhou, Isabela vai à frente e fala apontando para a casa - vamos entrar, a casa está abandonada – em seguida tenta abrir a porta até perceber que estava trancada com um cadeado.
Dênis logo tem uma ideia, pegou um anzol e tentou destrancar o cadeado. Por fim conseguiu.
Michele apressadamente empurra a porta e fala - vamos entrar logo, espero que tenha água quente.
Vários morcegos saem da casa em direção a Michele, que sai aos berros para a varanda da casa, depois se espalharam em meio à escuridão.
Todo o grupo fica assustado, os homens entram na casa e as mulheres na sequência. A casa estava sem energia elétrica, Marcus teve a ideia de acender a lanterna e vai á frente do grupo.
Com a lanterna iluminando o caminho perceberam como a casa era velha, móveis rústicos, teias de aranha por todo lado, morcegos se alojando em diversos cômodos da casa. Um quadro chamou a atenção de todo o grupo. Era uma senhora de pé com uma expressão séria e uma postura ereta. O quadro era assustador, havia um nome na pintura, Marcus tirou a poeira para conseguir enxergar as iniciais, eram as letras B.F. - O que será que quer dizer B.F.? - Indaga Valéria.
Maria dá um grito. Todos olham em direção a garota que está com os olhos arregalados  – eu vi um vulto!
Alexandre zomba - aposto que foi a Benedita Faminta - ele não consegue conter o riso, respondendo a pergunta de Valéria e assustando Maria. 
O medo toma conta de Maria que aperta a mão de sua prima Fernanda.
- De onde você tirou esse nome? - Pergunta Isabela para seu irmão.
Alexandre estava se preparando para responder a pergunta de Isabela, mas Vânia o interrompeu - olhem esse baú! O que será que tem dentro?


Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita Parte II

Vânia tenta abrir, mas a tampa estava pesada - me ajuda Batista?! Fala Vânia nervosa com o marido por não ter tido a iniciativa antes. Ele tenta ajudar, mas também não conseguiu abrir, estava muito pesado. Ao lado tinha um pequeno baú, Gabriel pegou, mas Giovani o tomou de sua mão e falou com os olhos brilhando de curiosidade – vamos ver o que tem dentro! - Ao abrir o pequeno baú encontraram várias fotos em preto e branco de crianças, estava escrito á caneta um número que era formado por quatro dígitos, 1973.
- Que velharia - comenta Giovani decepcionado, devolvendo o pequeno baú para Gabriel.
Olha essa menina – Vera apontou para a foto – Parece com você Vanicélia.
Todos observaram a foto e concordaram.
- Se vocês estão falando - Vanicélia deu de ombros.  
- A menina da foto é menos feia - comentou Inocêncio com deboche - todos riram. Vanicélia cruzou os braços e fingiu não se importar com os comentários da família.
- Pessoal está anoitecendo, o que vocês acham de fazermos uma fogueira? – Pergunta Batista. A ideia da fogueira deixou as crianças animadas, já os adultos estavam acordando para a realidade, percebendo que acabariam dormindo naquele lugar.
- Eu me recuso a dormir aqui! -Fala Michele incrédula com a situação. - Então volta a pé – Inocêncio fala em tom de brincadeira.
Ao redor da fogueira a família resolve contar histórias de terror, pois era a única distração que tinham naquele momento.
Alexandre não consegue conter sua empolgação e fala. -Eu começo! Todos assentiram.
- Tudo começou... Fez um suspense – em uma noite muito parecida com esta, alguns jovens resolveram acampar na floresta, mal sabiam o que os esperava.
A família estava sentada formando um círculo, todos atentos ouvindo a história contada por Alexandre.
-Parecia ser uma noite normal até começar a relampejar, mas não eram simples relâmpagos, era um aviso.
-Foi um aviso das pessoas que já estão do outro lado da vida. – Complementa Vanicélia.
- Não aguento mais esse lugar! Levanta Michele puxando sua mãe para lhe acompanhar – calma Michele, vamos esperar amanhecer - Fala Vera pensando nos perigos da estrada de terra.
-Não fico mais um minuto por aqui!- Responde Michele - Vera resolve ir atrás da filha – não vou deixar vocês irem sozinhas. – Fala Inocêncio preocupado com a esposa e a filha.
- Ótimo - responde Michele entregando as chaves do carro para o pai.
Os três entram no carro, e sumiram do campo de visão da família, a chuva já tinha parado, mas de fato a estrada não estava boa para continuarem seguindo viagem naquela noite.

Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita Parte III

 O sono e o cansaço estavam estampados no rosto de cada um e aos poucos foram dormir dentro de seus carros que foi o lugar mais confortável que encontraram para passar aquela noite fria.
Um relâmpago fez um forte barulho no meio das árvores, na sequência se ouve um grito.
-Parece a voz da Michele - fala Marcus preocupado.
- Vamos ver o que aconteceu! Fala Vânia, imaginando se de fato, os gritos vieram de algum dos seus familiares que foram embora.
Maria amedrontada com os olhos cheios de lágrimas fala. – Será que foi a Benedita Faminta?
-Para de bobeira Maria, isso não existe! – O Alexandre inventou essa história. - Fala Vanicélia brava com a ingenuidade da filha.
O grupo se dividiu, um ficou para vigiar seus pertences os outros foram em busca de notícias dos parentes.
  Vanicélia, Isabela, Dênis, Alexandre e Marcus apressadamente se reuniram para irem atrás de notícias dos parentes. Acharam melhor ir caminhando pela quantidade de buracos e lama na estrada, optaram por não correr o risco de o carro atolar.
Marcus foi à frente com a lanterna e o restante do grupo o acompanhou, foram seguindo os rastros deixados pelo carro. Estavam todos assustados dando passos cautelosos, como se estivessem pisando em cascas de ovos. O vento estava forte, as árvores dançavam em um ritmo acelerado, o silêncio predominava a região, os únicos sons que conseguiam ouvir era o cantarolar dos grilos.
- Não sei o que viemos procurar nesse lugar! – Vanicélia desabafa. – Agora não adianta reclamar, vamos encontrar os três apressados, após encontra-los decidimos se seguimos viagem hoje mesmo – fala Marcus tentando encontrar uma solução.
Isabela tropeça e se apoia em Dênis que a segura. – Tem como esse dia ficar pior? Pergunta Isabela para ninguém especificamente.
A única luz que os restava apagou, Marcus estava tentando ligar a lanterna, mas de nada adiantou. – A pilha acabou! Falou Marcus frustrado que já não conseguia enxergar mais ninguém.
-Retiro o que disse, acho que as coisas podem piorar muito mais – fala Isabela com uma pontada de medo.
A única luz que os conduzia era a luz da lua crescente que brilhava intensamente naquela noite.
- Pessoal vamos andar de mãos dadas para não nos afastarmos do grupo – fala Dênis, segurando a mão de Isabela.
Todos concordam e dão as mãos para continuarem a busca pelos parentes.
Logo à frente encontraram uma luz intensa no final da rua, ao se aproximarem perceberam que havia um carro capotado com os faróis acesos.

Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita Parte IV
Marcus correu em direção ao carro capotado ao perceber que era o carro de Michele. Isabela soltou a mão de Dênis e foi na direção do carro imaginando o que poderia ter acontecido com os parentes. Alexandre e Dênis se entreolharam e foram na sequência.
- O carro está vazio! Grita Marcus passando as mãos pela face.
- Talvez seja um bom sinal - Isabela tenta acalmar Marcus.
Dênis abre a porta do carro e encontra três bonecos, ao pegar os bonecos mostra para o restante do grupo e fala. – Isso pode ser uma pista!
- Parece coisa de Serial Killer! Fala Alexandre passando a mão na barba.
- O Alexandre pode ter razão - fala Vanicélia tentando juntar os fatos. – Na melhor das hipóteses eles podem ter sido apenas sequestrados, e a cada pessoa levada, eles deixam os bonecos para representa-las. - E como percebemos o possível Serial Killer deixou duas bonecas e um boneco.
O grupo se mantém em silêncio tentando juntar os fatos, trocando olhares preocupados.
-Vamos procurar esse desgraçado, seja lá quem for! Marcus descarrega sua fúria.
Vanicélia caminha na direção de Marcus, coloca a mão em seu ombro como sinal de apoio. - Olha Marcus nós vamos atrás dele sim, mas não vamos agir de cabeça quente, o melhor a fazer é alertar o restante da família que ficou nos esperando, e na sequência buscamos ajuda.
Marcus balança a cabeça em sinal afirmativo. – Tudo bem.
Enquanto retornavam para a casa abandonada ao encontro da família, um novo relâmpago fez um estrondo na direção da casa.
- Ai meu Deus! Diz Isabela – Não estou tendo um bom pressentimento.
O grupo correu em direção a casa, agora a história contada por Alexandre em volta da fogueira começou a fazer algum sentindo para eles.
Em fim chegaram à casa, todos eufóricos para contar o que ocorreu na busca dos familiares e saber se todos estavam bem. Embora soubessem que a história contada por Alexandre fosse apenas uma lenda, não puderam deixar de assustar ao ouvir um relâmpago vindo da direção da casa. 
-Olá estão todos bem? Pergunta Vanicélia se aproximando da casa.
Não houve resposta dos parentes apenas morcegos sobrevoando o telhado da casa.
- Pessoal não tenho boas notícias. Fala Dênis apontando para vários bonecos no chão. 

Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita Parte V
-Droga! Chegamos tarde de mais! - Fala Alexandre revoltado ao ver aquela quantidade de bonecos espalhados no chão.
Todos se ajoelharam e começaram a analisar cada boneco, imaginando estarem representando os membros da família, lágrimas começaram a escorrer dos olhos de cada um, o sentimento não era de medo, mas de perda.
Vanicélia se levanta e enxuga ás lágrimas com o antebraço - temos que descobrir o que aconteceu por aqui, e se tem alguma chance de estarem vivos; Lamentar não vai trazer ninguém de volta.
Um choque de realidade passou por cada um, então se levantaram e foram atrás de Vanicélia que estava indo em direção a casa.
- Precisamos encontrar pistas, por menor que elas sejam podem nos ajudar a desvendar o que está acontecendo por aqui, vamos colocar essa casa de cabeça para baixo se for preciso!- Diz Vanicélia decidida. - Todos concordaram.
Dênis busca um lampião que encontrou do lado de fora da casa, acende e entra iluminando o caminho.
- Sinto que tem algo de errado com esse quadro! - Isabela aponta para o quadro que se depararam ao chegar na casa. – Realmente, só de olhar para a mulher da pintura, sinto calafrios – fala Vanicélia concordando com a observação de Isabela.
- Olha o baú que a Vânia não conseguiu abrir! - Aponta Alexandre – está aberto. Todos caminharam em direção ao baú em passos lentos. Isabela olhou dentro do baú colocou a mão na boca tentando conter o espanto.
 Dentro do grande baú continha uma prateleira com centenas de bonecos enfileirados e etiquetados em ordem decrescente as primeiras datas eram iniciadas com o ano de 1973 e na sequência o nome dos bonecos. O que mais assustou o grupo foi o espaço vazio com o nome dos familiares e o ano de 2013.
-Então foi tudo uma armadilha? Fala Vanicélia assustada.
- Sabiam o tempo todo que estaríamos aqui nessa data - fala Isabela lentamente tentando assimilar os fatos.
-E isso não é tudo. Marcus mostra a última fileira do baú, com o ano de 2013 e o espaço reservado para mais quatro bonecos. – Olhem os próximos nomes, Marcus – Alexandre - Dênis – Isabela. – Eu sou o próximo! – Fala Marcus olhando com seriedade para os parentes. 

Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita Parte VI
Tem algo de errado nisso tudo - observa Marcus - Por que não tem o nome da Vanicélia?

Vanicélia segura à foto que estava guardada no pequeno baú e mostra para o grupo, vocês se lembram da menina da foto que segundo o Inocêncio se parece comigo? - Olhem atrás da foto o nome ao lado da data. Vanicélia 1973.
-Então quer dizer que você já esteve aqui? - Indaga Isabela.
-É o que parece, embora eu não me lembre de ter estado nesse lugar - Vanicélia continua encarando a foto confusa.
-Afinal de contas foi você quem nos trouxe até aqui! - Fala Alexandre em um tom acusador.
-Tudo indica que sim, mas eu fui manipulada de alguma forma, não me lembro desse lugar - Vanicélia se defende.
-Então esses bonecos e bonecas na verdade não foram deixados para representar cada pessoa que o serial killer sequestrou, na verdade ele transformou todas essas pessoas - Marcus fica horrorizado.
- Temos que sair daqui, antes que seja tarde! – Dênis fala.
-Vão vocês, tenho que acertar as contas com quem fez isso com a nossa família. - Vanicélia estava furiosa. - Quem quer que seja apareça, quero saber por que nos manipularam desse jeito? - O que você quer de nós? As luzes que não estavam acendendo, começaram a piscar constantemente.
- O quadro! Isabela apontou para a mulher assustadora da pintura. – Os olhos estão se mexendo.
Um novo relâmpago caiu dentro da casa formando um circulo de fogo no qual estavam dentro Alexandre, Marcus, Dênis e Isabela. Uma gargalhada maléfica veio de dentro do quadro. Um morcego saiu de dentro da pintura se materializando na mulher do quadro.
- Olá filha, me chamou? Surgiu uma mulher de pele enrugada, com o cabelo despenteado a mesma do quadro que haviam apelidado de Benedita Faminta. Trajava uma camisola de cor branca. A mulher olhou na direção de Vanicélia – Quanto tempo esperei para revê-la filha.
Vanicélia a encarou fixamente dentro dos olhos, em outra situação sentiria medo, mas tudo que queria naquele momento era entender o que de fato aconteceu com os seus parentes e o motivo de tanta crueldade.
-Quem é você afinal? – Investiga Vanicélia.
A gargalhada se espalhou novamente dentro da casa, saindo da boca da mulher de aparência assustadora. – Não está me reconhecendo Vanicélia?
-Não entendo, eu deveria?
-Você era tão pequena... Surpreenderia-me se lembrasse.
Vanicélia franziu a testa – Do que está falando? E porque me chamou de filha?
- Quantas perguntas - a mulher sorriu. - Como senti sua falta Vani, percebo que encontrou o seu retrato.
-Sim, como você conseguiu essa fotografia?
-Eu mesma tirei no seu aniversário. Ela começou a andar lentamente indo na direção de Vancélia.
Vanicélia foi se afastando – mas como? Você por acaso tem um nome?
- Pode me chamar de Benedita como haviam me apelidado, meu nome verdadeiro não importa, não mais. - explica Benedita.
- Como posso ser sua filha? - Vanicélia estava cada vez mais confusa, o restante do grupo ainda estava no círculo de fogo observando a situação.

Lendas Urbanas – O Retorno de Benedita Parte VII (Final)
- Há quarenta anos pessoas más colocaram fogo em nossa casa, na qual vivíamos tranquilamente e felizes, até que um dia a casa começou a pegar fogo, e não foi um acidente, alguém fez isso conosco, ficamos presas ao lado de dentro e uma vizinha tentou nos ajudar, eu entreguei você para ela pela janela, pedi para salvar sua vida e cuidar de você.
- E você ficou dentro da casa?  Vanicélia estava cheia de perguntas, as quais as respostas a levavam a outras perguntas.
- Sim, os destroços caíram sobre mim, então foi tarde de mais. Antes de morrer jurei vingança por terem destruído a nossa família. E se a sua próxima pergunta é quem são os bonecos da prateleira vou logo respondendo, são todas as pessoas que se aproximam desta casa, ninguém poderá me fazer mal agora, mas eu posso fazer a qualquer um.
- Vanicélia estava de boca aberta ouvindo toda a história atentamente.
- Não entendi o motivo por ter transformado meus parentes em bonecos, você já tinha tudo planejado há anos? - Vanicélia apontou para as etiquetas coladas na prateleira.
- Faltou eu contar um detalhe filha – Eu descobri quem colocou fogo em nossa casa, foi o filho da minha querida vizinha Zita, filho da mulher que te salvou. Desde que descobri, resolvi poupar a vida da sua mãe adotiva por ter mostrado solidariedade e salvo sua vida, mas a minha vingança só chegará ao fim, quando eu acabar com o restante da família.
- Ela salvou a minha vida, tentou salvar a sua e é essa a sua maneira de demonstrar gratidão?
 - Vanicélia fuzilou Benedita com os olhos.
-Sua desgraçada! – Gritou Marcus furioso.
Benedita olhou para trás na direção de Marcus. – Claro já estava me esquecendo – disse ela –Falta pouco para concluir o que venho esperando há quarenta anos. Ela caminhou na direção de Marcus.
-Não ouse toca-los! – Vanicélia afronta a mulher que diz ser sua mãe.
-Filha tudo que tenho feito é por você, por nós!
- Benedita olhou novamente para Marcus, seus olhos perderam a cor, só conseguiam enxergar o fundo branco.
Um trovão caiu na casa diante dos olhos de todos, na sequência uma fumaça forte apareceu ao redor do círculo de fogo que se apagou.
Vanicélia correu na direção dos parentes, ao se aproximar percebeu que era tarde. Benedita os transformou em bonecos como fizera com os outros parentes.
- Olha o que você fez! - Fala Vanicélia aos berros.
- Conclui minha missão filha, agora você pode levar uma vida em paz, enquanto eu serei a guardiã do nosso lar.
- Você é louca! Vanicélia não se conteve pegou um pedaço de madeira no chão e arremessou na direção de Benedita. A madeira atravessou a mulher que já não era mais feita de carne, a única coisa que restou foi seu espírito.
Vanicélia gritou, chorou, esperneou se descabelou, mas de nada adiantou, o que Benedita fez não tinha volta, Vanicélia perdeu todos os parentes em um só dia, a única pessoa que restou foi Zita sua mãe adotiva. Vanicélia não fazia ideia de como contar para ela o ocorrido, sua mãe sentiria raiva, ela não poderia ver sua mãe adotiva culpa-la, ver o desgosto em seus olhos, então ela pegou sua mochila e seguiu seu caminho sem rumo e sem sonhos enquanto o espírito de Benedita ficou vagando e como ela mesma disse ser a “guardiã do nosso lar”.

Fim...
Isabela Pimenta



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1 comentários:

Histórias da família Pimenta as melhores rs bora pra segunda parte =p